Paralisia do sono
A paralisia do sono ocorre em 5% dos narcolépticos. Ela pode ocasionalmente ser encontrada em pessoas normais, geralmente adolescentes e adultos jovens. Entretanto, merece ser ressaltada por acometer mais freqüentemente os narcolépticos do que os normais.
A paralisia do sono é descrita pelo paciente como sensação de imobilidade completa durante um a dois minutos, ocorrendo na transição sono-vigília, logo ao adormecer ou ao despertar. O paciente é incapaz de se mover, falar ou abrir os olhos, embora esteja completamente consciente e posteriormente possa se lembrar disto. Nas primeiras vezes, principalmente se acompanhada de alucinações amedrontadoras, o paciente fica muito ansioso; conforme os episódios se tornam mais comuns, ele aprende a aceitá-los como benignos. Por vezes, o paciente apresenta medo de morrer durante tais episódios até que seja esclarecido a natureza dos mesmos. Caso tente gritar ou se mover, ele produz apenas grunhidos leves e, para o observador, parece estar dormindo profundamente.
Geralmente, o episódio de paralisia do sono termina de forma espontânea. Por outro lado, caso o paciente seja tocado levemente, sacudido, ou mesmo ao se falar com ele, tais estímulos externo fazem a paralisia terminar abruptamente.
O registro polissonográfico da paralisia do sono evidencia o despertar durante o estágio REM, persistindo a atonia própria deste estágio. A duração é geralmente de menos de um minuto e raramente chega a 10 minutos, sendo o término espontâneo.
Alucinação hipnagógica
A chamadas alucinações hipnagógicas (antes do sono) são descritas principalmente como sonhos vívidos logo ao adormecer. Acomete cerca de 10% dos narcolépticos. Geralmente são alucinações visuais, podendo Ter uma única cena, uma sequência ou formas simples, mudando continuamente de forma e tamanho. As imagens têm todas as características de um sonho vívido no qual o paciente se vê tomando parte. Por vezes, ele tem consciência do que se passa no mundo real ao redor, enquanto vive a experiência de alucinação-sonho. Pode ver imagens de animais ou de pessoas que surgem abruptamente. Menos comumente, pode haver alucinações auditivas que variam desde sons variados até melodia elaborada.
O registro polissonográfico mostra o estágio REM logo no início do sono, demonstrando que tal alucinação não é mais que sonho, próprio do sono REM. O início do sono pode passar a ser visto pelo paciente como desagradável, dada a ocorrência de alucinações.
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