Dormir é, para o corpo humano sadio, tão importante quanto comer e beber. Durante o sono, nossas células trabalham, armazenando as energias que vamos utilizar no dia seguinte. Tal processo seria impossível se o nosso consciente (prático, impaciente, cheio de esperanças e preocupações) não estivesse também adormecido.
No entanto, o consciente é apenas uma parte do nosso espírito. O resto é o subconsciente, repositório dos acontecimentos "esquecidos" da nossa vida toda. Essas lembranças, vagas e ocultas, terão tanto poder para estimular reações quanto as preocupações do dia que acaba de passar; assim, se viessem à tona do nosso espírito, haveriam de nos interromper o sono frequentemente. Para evitar isso, a natureza fornece-nos um meio excelente de defesa: o mecanismo dos sonhos, cuja função é fantasiar para nós o vasto material que jaz no subconsciente, apresentando-o de maneira que nos perturbe o sono o menos possível. Quando acordados, nos lembramos daquilo que sonhamos, muitas vezes só nos vem à memória uma série fantástica de imagens sem sentido.
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