Os psicólogos reconhecem três espécies de impulsos perturbadores do sono, que podem produzir sonhos: primeiro, os estímulos que vêm de fora até os nossos sentidos adormecidos - um ruído, cheiro ou luz no quarto, ou qualquer coisa que nos toque o corpo; segundo, os "restos do dia", isto é, pensamentos ou preocupações recentes que continuam no nosso espírito mesmo depois de estarmos dormindo; e terceiro, aquelas experiências e desejos esquecidos que são filtrados do subconsciente.
Os sonhos causados por estímlos exteriores mostram com clareza que têm realmente essa função de protetores do sono: a qualquer pessoa pode acontecer "sonhar que está satisfazendo a sede", coisa tão comum entre os viajantes do deserto. Quem passou bastante tempo sem beber água, e comeu alguma coisa salgada antes de ir para a cama, há de sentir tanta sede durante o sono, que o repouso estará ameaçado. Daí, sonhar que está bebendo muita água, sofregamente... É como se o sonho, eterno vigilante, dissesse: "Ora, que sede qual nada! Que história é essa de sentir sede, quando há tanta água?" Depois disso, o sedento continuará dormindo pacificamente, a menos que a sede se torne tão intensa que a ação do sonho resulte inútil.
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